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Hoje resolvi marcar meu coração

Pus-me em primeira fila

Só pra te ver passar

E, o silêncio e frio me tomaram

Pois a tua indiferença me pisoteia

Ainda assim, te vi bela e insinuante

Como alguém que desliza em corpo inteiro meu

Pois possuidora de dois corações

Em anomalias do amor

Um que tem a posse

Outro, escravo

Escravo de um amor cativo

Por alguns segundos, esqueci-me do lugar marcado

Então, sangrei em mim por tanta ilusão

Mas ainda assim, não me apartei das coisas do meu
coração

É que o amor não espera na fila

Não delimita o tempo

Não marca as cadeiras

Apossa-se sempre em primeira fila

De repente, aplausos

Pois eis que a tua passagem na passarela da vida

Mas eu há muito, festa fazia

Pois és a alegria do meu coração

Que, com ares de nobreza, ama-te

Só-mente

E faz cenários que te põe em mim

Igual voz que ecoa

Passarinho que senta e voa…

   Nilson Ericeira