Por Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira)
Jornalista, poeta, escritor, professor, psicopedagogo e advogado
Eu não vendo a minha ideologia
Há quem se venda e proporcione vendas, basta que se aproxime o período das eleições. Durante muitos anos, observa-se a prática da prostituição do voto por meio de agentes conhecidos e que se passam por influentes no processo. Porém, é bom que se diga, nem todos participam do baquete.
O mais incrível é que essas pessoas, a quem se denominam de cabos eleitorais, não encomendam e empenham apenas os seus votos e de suas famílias, contratam com igual método, os votos que não lhes pertencem. Dizem-se ou acham-se com este tipo de prática, pessoas influentes! Ora, mas que influência pode ter alguém que é um mercenário ou um ‘mercenas’ do voto alheio que se alimenta do prejuízo coletivo-social?
Uma coisa é certa, não somente empenha o seu valor moral, mas compromete a sua dignidade e a vida social de milhares de pessoas. Pois um compromisso fechado com umas ou poucas pessoas jamais representa a liberdade de escolha que cada um deveria ter.
Do mesmo modo que estabeleço esta imagem virtual que advém da realidade factual, afirmo-lhes que não se pode vender ou mesmo emprestar o que já não se tem. E a dignidade, verdadeiro domicílio moral de cada um, uma vez perdida nunca mais a reabilitaremos.
O resultado, ou melhor, as consequências da venda do voto são maléficas e danosas para a sociedade, pois em tudo dependemos da ‘Política’, no seu real sentido. Não à toa, ao longo do tempo, o comércio em evidência foi, cada vez mais, sendo sofisticado. Tanto é que quem compra e quem vende já não tem nenhum pudor em suas propostas destruidoras da vida alheia. Trata-se de um verdadeiro escambo ‘político’ se faz quando se aproxima o período eleitoral. E é bom que não nos enganemos, pois poucos são os acordos que se fazem cujo objetivo é o povo, embora, em nome deste, estabeleçam-se as cifras.
Para concluir, perceba que neste escambo eleitoral, ‘no é dando que se recebe’, há pessoas que estão viabilizando suas vidas financeiras e, de certo modo se estabilizando, enquanto os eleitores que contabilizaram a sua contagem têm seus direitos negados e nem podem cobrar, pois instrumentos dos ‘mercenas’ da falsa política.
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