
Queria quebrar convenções
Barreiras de dentro e as que recaem sobre mim
Mas não posso, sei que não posso, não devo
Somos vigiados pela polícia ideológica!
Porém, tenho medo de me acostumar com o que é errado
O certo eu nem sei o que é certo ou errado
Somos frustrados com essas convenções
Somos todos cheios de mistérios
A vida é assim mesmo!
Mas não sei banalizar meus sentimentos
Eu já não sei dizer se posso dizer a palavra certa
Meu esqueleto é fraco
Mas minha carne é mais fraca ainda
Tenho medo de não poder mais te ver
ou fingir que não vejo
Ainda me dizem que a vida é assim mesmo!
Então, temos que omitir nossos desejos
Na minha opinião essa tal convenção nos oprime
Mas por que tenho que guardar meus segredos
Se eles não são só meus
Meus segredos são do mundo e teus
Meus, quando me aposso,
segredos teus quando te busco
Então, diga-me por que tenho que cumprir convenções
Se esses códigos não me interessam
Eu sei que não sou certinho e nem tenho toda razão
Porque sou diferente me chamam de demente
Eu sei que não nasci para obedecer a convenções
Mas eu queria mesmo era quebrar essas barreiras
A maior delas é não ter o teu abraço
Me desculpe, mas agora desejo aliviar meu cansaço
Desculpe-me em próclise, ênclise e mesóclise
Pois desculpar-te-ei
Nilson Ericeira
(Robrielle)
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