Quando nos sentiremos velhos

Pensei
em mim no futuro, isto se me for possível tal alcance. Refletir sobre a minha
velhice ou quando alguns me tarjarem de ‘velho’. Quando este dia chegar e se
chegar, desejo ser enxergado e amado como ser humano que sou. Não desejo ser
tratado como objeto que incomoda ou que atrapalha os planos e a vida das
pessoas!

É
comum, mas não deveria ser assim: ver as pessoas mais novas tratando os mais
velhos com desrespeito e desprezo. Estamos todos num ciclo que passaremos pelas
mesmas coisas em determinados momentos das nossas vidas. Veja que há casos de
pessoas que se dedicam a vida inteira àqueles que, agora, lhes desprezam! Isto
causa espanto e desalento mesmo.

Os
nossos sentimentos são engrenagens em nós que não nos deveríamos nos permitir
travas…

Não
esperamos ser tratados como estorvos ‘humanos’ e muito menos merecemos ter como
recompensa, um quartinho no fim da casa ou mesmo com alguém para nos acompanhar
à noite. E a nossa socialização e compartilhamentos de conversas, como se
fossem apenas uma coisa jogada ao tempo.

Quem
vai hoje? Hoje é o meu dia!

Entendo
que nos sentiremos realmente velhos e cabisbaixos quando formos desprezados por
quem amamos. Pensaremos até que o nosso amor não lhes teria servido de insumo
do bem e da boa condução com os semelhantes.

Sentirmo-nos
párias em nossas próprias relações, forasteiro dentro da nossa família, quando
nossos familiares e amigos, avaliarem-nos pelas nossas limitações físicas e
psicológicas importas pelo tempo. Pois o fim de todos nós nem sempre começa
quando morremos, mas quando nos destratam ou até nos maltratam.