Coisifiquei meu ser

Coisifiquei meu ser

Coisifiquei meu ser

Hoje abrir a minha janela

Não me enxerguei

Não vi pessoas

Não senti o tempo

Não percebi a chuva

Em obscurantismo comigo

E com o mundo

O que me é posses,

não vale nada

Vi seres anônimos

Pessoas estéreis

Apegados à matéria

Uma gente sem alma

Seres absolutos

Mas incapazes de ser veem

Pois em espelhos opacos

Que fazem dos atos suas falas

Novamente abri e fechei a janela

Noutro prisma, as mesmas coisas

Pessoas sós em multidões

Debrucei-me e, então, chorei

Lamentei profundamente

Por essa gente demente

Uns ególatras que tiram férias

Desprovidos de humanismo

Pois incapazes de se reconhecerem

Infelizes que riem de si e de todos

Resolvi atribuir conceitos

Julguei-me um incapaz

É que quem não se ensina

Nunca saberá o que é o amor

Pois o que resta:

um ser coisificado

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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