Labirinto de espelhos II

Emergir do desejo de dois amantes
Que se mamam, se mararam, entrelaçaram…
E sair pelos caminhos da vida…
Cruzei comigo mesmo nas esquinas da vida
Dei topadas!
Chorei só, quase ninguém viu ou ouviu
Enfrentei pessoas más
Por um instante, senti-me vibrante
E revoei, ou melhor, caminhei, descaminhei
Toquei no sol que me iluminava
Em dias cinzentos encontrei luz na luz
Bebi água d’água
Misturei cores, degustei sabores
Fiz-me em composições
E assim caminhei em caminhos, descaminhos
Acho que deixei pegadas iguais as que fiz na beira daquele Rio
Umas marés veio e as levou
Levou-me, me devorei a mim mesmo em desilusões
Avistei outras marés, em mim
Ainda assim, procuro as tuas mãos nas minhas
Mas sei que me perco em mim mesmo
Perdido que sou, estou, restou …
Olhando para o tempo, feito passarinho de asas feridas
Podado por meus próprios erros
Arrisco-me a dá outros passos
No que me projeto, vejo que estou num labirinto
E assim me compartimentizo
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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