Os devaneios de um artesão

Os devaneios de um artesão

Se eu tivesse o fio,

eu teceria a vida

Como eu não tenho fio,

eu teço a sorte

Se eu tivesse um fio,

eu desataria uns nós

Mas eu não tenho fio,

Eu teço o tempo

Se eu tivesse um fio,

eu daria uns pontos

Mas como eu não tenho fio nem pontos,

faço pontos e nós na vida

Se eu tivesse um fio eu faria malhas,

mas eu não tenho fio

Então eu faço versos para nós

Se eu tivesse um fio eu teceria a vida

Mas eu só tenho a vida e faço nós

Portanto, vivo a tecer a vida em letras postas

Talvez um dia eu seja um tecido com fios,

pontos, malhas e nós

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

Publicar comentário