A crise institucional: dois pesos e duas medidas!

Por Nilson Ericeira
A crise institucional: dois pesos e duas medidas!
Uma saída honrosa para magistrados que têm suas preferências seria admitirem-se e declararem-se suspeitos. É a base legal para honra e consciência de quem julga. No caso da mais alta Corte do País não é diferente. Os ministros podem e devem se declarar suspeitos quando diante de casos que visivelmente têm ligações com as partes.
Eu imagino que para um ministro que tem ‘a posse do Pai’ e que declara que ‘os outros não conhecem a Deus’, ainda seja mais grave ainda, pois presume-se um ser humano justo!
Porém, o que está evidente é que a justeza de seus atos não tem corroborado com o pêndulo da justiça, pois a sua balança está ‘avariada’ e tendente ao que não é correto e justo.
De igual modo, numa investigação que envolve demandas críticas e sensíveis da Nação Brasileira, não há que se excluir quem quer que seja, ainda que isto corte a própria carne. O que não se pode e não deve é condenar as pessoas por especulações, citações, intimações, pela mídia ou quaisquer meios que não sejam a sentença (acórdão) definitiva.
O que também se percebe é que as altas autoridades do País imaginam que o povo não pensa, não reflete e não reage de forma consciente.
É imperativo e urgente que o Poderes se alinhem na Constituição e que as autoridades que exercem os cargos provisórios tenham consciência de seus papeis constitucionais e, na prática e no discurso ajam unicamente em consonância a Carta Política.
De outro modo, é iminente um caos institucional, fator que só interessa aos patrocinadores da desarmonia entre o povo e seus representantes, incluindo aqueles que incitam outras Nações contra a Pátria Brasileira.



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