Gotas de solidão II

Gotas de solidão II
Ando falando comigo mesmo
Por vezes penso que não sou eu quem responde
No paradoxo de personagens, dou respostas para mim mesmo
Sei que de tudo que conquistei foi da minha própria vontade
Por isso não culpo outras pessoas nem a mim mesmo
É que na mocidade inconsequente você não vislumbra o futuro
Mas como se sabe, a escada que sobe é a mesma que desce
No meu peito não carrega frustrações, mas assume o desvelo
Se me desviei do caminho, a culpa foi só minha
Não há que se lamentar pelos pecados, pois ei sei que dói muito mais quando se atribui a culpa a alguém
Portanto, vivo meus dias de solidão sem me faltar o diálogo de todos os dias
Eu sou parceiro de mim mesmo, mas não faço por opção
É que alguns me deixaram no barco e seguiram outros rumos
Ainda assim, sei que a ingratidão não é bússola para a vida
Logo ancorarei no porto seguro de mim mesmo para novas interações
E segurei escutando a minha própria voz
Dando vozes introspectivas que confortam meus seres
Assim, dou vida a personagens
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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