Nu ou abstrato

Verborragia
em sem conceitos

Nu
de si e extensivo a outros

Alguém
que alude, alhures…

Vertiginosa
face de hipócritas

Veneno
oferecido como açúcares

Vivendo
a iludir o próximo e o bem próximo

Assim
constrói seus castelos

Minado
de ilusões e falseamentos

Pois
incrédulo

Pois
de cara dura, usa seu deus de prateleira

E
em sua bíblia de capa dura e maquiavélica, sacaneia

Mas
verte sangue que se alimenta de suas vítimas

Meu
Deus, não é um homem!

Vampiro
ou filhote de sanguessuga

A
sua nudez se confunde com sua face pálida

Pobre
homem que homem não é

Mas
assim, vive a se alimentar da dor alheia

De
atos fungíveis, peça tangíveis

É
fraude, mas sei, bicho não é

 Nilson
Ericeira