Cactos

Brota no peito um desassossego
Que fere meu ser e busca alento
Que espera o tempo,
fica na boca do vento
Espera sozinho nos escombros da vida
Que silencia e grita bem alto
Que faz eco em si mesmo
Cria asas…
Brota do meu peito um ardor,
uma dor
Que cutuca suas próprias feridas
Que dissipa e esvai
Mas sabe que tudo isso é saudade,
é amor!
Assim, espera a passagem do tempo para ir te buscar
Que aguarda o sol sair e chegar novamente
Faz-se poente ocaso num só momento
Que aduba no peito a semente
A semente de amar
Que implora os teu braços nos meus
No enlace de quem se permite amar
Nilson Ericeira
(Robrielle)


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