
Por Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira)
*Jornalista, professor, psicopedagogo, advogado, escritor e poeta
‘Mas como pode uns ‘lentes’ insubordinados ainda quererem ilustrar a vida alheia!’
Tenho observado com frequência, a presença de velhos conhecidos na mídia social alardearem verdades absolutas e tentando incutir seus conceitos e formas de viver socialmente. Desse modo, olhando pelo retrovisor, observo que nem bons exemplos os são, pois se trata dos mesmos que têm a vida moral comprometida.
A face oculta das palavras e imagens já não conseguem ocultar a moral. Desnudar-se é a agachar-se sem o ritmo físico, mas no rito social.
Usam o tempo inteiro a mídia social para exalar seus recalques em forma de autoafirmação como se exemplos fossem. Dos conselhos que distribuem ‘nada consta’ de um passado não muito distante, em que tiveram a oportunidade fazer e não fizeram. Ora, mas se para ser bom basta seguir as suas cartilhas, por que não modificaram suas próprias vidas?
O que acontece de fato é que a autossuficiência e presunção dessa gente não lhes deixam brechas para autoanálise. E tudo isso é muito ruim, pois saem por aí dando topadas nos seus próprios pés.
Não bastam meia dúzia de palavras sem semântica e sintaxe no balaio pseudo cultural só para impressionar, é preciso antes de qualquer distribuição de bobagens: o crivo da reflexão, inclusive incluindo a si mesma.
Em tudo nos faz parecer que essa turma tem olhos e ouvidos mágicos ao ponto de enxergar tudo nos outros, mas incapaz de enxergar a si mesma.
Como pode apontar os caminhos corretos?
Por fim e de qualquer modo, sei que abomino a ofensa alheia e do mesmo modo não a reproduzo, no entanto, meus textos são impressões colhidas do meio social em que as personagens estão entre nós.



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