A cidade sitiada

Vivemos numa cidade sitiada

A violência não é todo o mal

O mal maior vem de antes

Muito dantes

Tem faces por vez obscuras

Traumas anteriores!

Os cárceres de que nos propõem e sujeitam

Não são frutos do agora

Antes me cegaram, calaram, emudeceram…

Me molestam em cores

E em preto e branco

Levaram as minhas cores e tons

Puseram-me numa cidade sitiada

Que, ainda assim, é amada!

Idolatrada entre outras mil

Mas a culpa é minha que me sujeitei a tributos

E que os deleguei atributos

Que me cercaram, prenderam-me

e podaram minhas asas

Porém, para o nosso consolo, a cidade é nossa

A dor é nossa, as ferida também

O desalento e angústia convém

Sobra-nos desilusões

Mas disso não nos podemos preocupar

Pois em novos pacotes os embrulharão

E tudo volta a ser como querem os sitiadores

Aos sitiados, o cárcere

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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