
Hoje resolvi me autonomear
Sou um ser de Arari
Ainda pequeno, sair…
Mas fiquei, finquei, edifiquei…
Pois minha parte e o todo
Meu jeito bobo
Até minha alma é de Arari
Indexa em aleivosias
Meu choro reprimido, meu riso
e meu pranto explicito
O meu caminhar, meus caminhos são de Arari
Por isso posso ir, a te possuir
Meu riso e encanto, meu desencanto
Meu jeito matuto de ser
Tudo em mim é daqui
Sou de lá e a terra é de mim
Sou comensal nos dias da minha vida
Pois amor maior não há
A minha parte amarga e doce
És a minha integração
Até a minha voz é de Arari
Mas sei que a minha baladeira me espera
Vou espichar minha rede
Pois quero teu vento me tocar
És a cidade que tem um rio que corre pro mar
E se ouvires meu grito,
minha voz, meu sentido é para sempre te amar
Nilson Ericeira
(Robrielle)
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Do último Livro: ‘Superando o analfabetismo funcional e a exclusão social’
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