A ressaca da saudade

Quando nos dói a saudade

E o amor aflora

As flores murcham em nós

Não há estações

Não há tempo

A flora não flora

Lá fora, escuridão

No coração, ‘veias’ dilacerantes

Quanto ataca a saudade

Laços apertam, nós se fecham

Parecem nos levarem todo o ar

As luzes se apagam

Estrelas não brilham

Revolvemos em nós uma saudade angustiante

Nada mais é igual como antes

Agora me afasto de mim pra buscar um pouco de ar

Lá fora a vida nos convida

Percebe-se que estamos perdendo a razão de lutar

Nilson Ericeira

(Robrielle)