20 de fevereiro de 2024

O simbolismo e a plasticidade das relações

Por NIlson Ericeira

O simbolismo e a plasticidade das relações

É certo que passamos boa parte de nossas vidas vivendo de aparências e conveniências, quanto melhor a paisagem que compõe o cenário, melhor a imagem.

Mas ressalta-se que, o que escrevo e falo é apenas um fragmento de uma verdade absorvida e produzida por mim, que ninguém é brigado a acreditar.

É que vivemos num mundo real e no mundo da fantasia, quando melhores forem os adornos, melhor a imagem produzida e a impressão que atravessa oceanos…

Com o advento da Internet e mídia social, criamos as melhores impressões, mesmo que não seja a nossa realidade vivida. Só para que se tenha uma ideia, a partir do momento que recebemos uma imagem, com legenda explícita ou não, fazemos as nossas legendas, dando valor ao que percebemos na imagem. Portanto, precisamos ter uma noção exata de qual mundo e qual a impressão que queremos passar. Não que seja condenado passar a melhor imagem possível, dentro de um contexto em que as aparências mais enganam do que nos dizem realmente quem somos, como estamos e de que forma nos relacionamos!

É que eu penso que o simbolismo das relações pode servir para o bem e para o mal, pois usamos de recursos para nos aproximarmos das pessoas, mas nem sempre somos o que a imagem, as falas, os símbolos nos levam a emitir. Um aspecto que também deve ser lembrado é que a comunicação ganhou força e não somente nos cerca, dá-nos vida diferente da vida que temos!

E todo o cuidado é pouco para não passarmos a viver num mundo ilusório!

A plasticidade é a forma falsa de dizer e mostrar-se para as outras pessoas que geralmente queremos impressionar, pois admitimos que sem essa tática, não nos aproximamos da presa. Porém é bom que se diga, no contato com o ser, com o tempo e experiência, percebemos os truques, pois deixados na sua própria imagem, discurso utilizado e gestos.

E olha que ainda incorremos no perigo dos estereótipos e prejulgamentos, em regra, a falsidade é denunciada em si mesma, basta que passemos a observar melhor os interlocutores.