
O bem e o mal, duas faces da mesma moeda!
Por Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira)
Jornalista, poeta, escritor, professor, psicopedagogo e advogado
Quando fazemos alguma coisa para alguém não devemos demonstrar para que outras pessoas saibam. Em agindo assim de forma inversa, acabamos por destruir nossas melhores intenções. Contexto em que todos nós, em algum momento de nossas vidas, fomos apresentados a pessoas que guardaremos para sempre. Trata-se de uma regra da vida.
De certo modo, torna-se comum ouvirmos de quem nos quer bem e nos aconselha: “a vida ensina, o mundo ensina”. É que, com o passar dos dias, infelizmente, os mais idosos, consequente com mais experiência de vida, sejam tratados com menosprezo, mais eis que sem nenhuma razão, pois os dias tendem a melhorar as pessoas, capazes que são de indicar os melhores caminhos aos outros. Deparamo-nos com uma segunda regra, ainda que seja subliminar e não absorvida por quem faz da sua liberdade uma libertinagem.
A irreverência não se faz passar por inconsequência, falta de respeito ou irresponsabilidade. Ainda que quem pense que já sabe tudo não precise ser aconselhado. Penso que a ausência de respeito nas relações é próprio do ser invirtuoso.
Quantos de nós já desperdiçamos conselhos preciosos de pessoas que nos amam? Quantos ainda não nos demos conta que, por fundamento e essencialidade da vida em sociedade, é imperativo respeitar todas as pessoas?
Eu, moribundo em mundo abstratos e no mundo real, sigo tecendo os fios da vida com as minhas impressões, não por vaidade, mas que acredito seja devido a minha máxima atenção a quem pode, de alguma maneira, sempre me ensinar. Portanto, tenho pessoas que me são eternas e as guardarei na essência e proporção da minha gratidão.
Por vezes, passam-nos despercebidos gestos e atitudes que alguns agentes tomaram conosco. Mas, quando paramos para uma reflexão, surgem como fluxos e refluxos de nossas vidas. Não há como evitar, por mais que a nossa vaidade nos queira dizer o contrário.
Por outro lado, não devemos pautar nossas vidas pelo que as pessoas más acham ou tenham certeza a nosso respeito. Embora existam com todo os seus repertórios de maldades e, por algum motivo igualmente danoso, sejam amparadas por quem lhes adornam. O que é lamentável, pois devemos evitar lembrar dessas pessoas que, em algum momento, se não nos prejudicaram, tentaram nos empurrar para baixo.
Ninguém escapa disto, pois é o jogo da vida! Veja que a vida é um paradoxo em que o bem e o mal caminham paralelos.
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