25 de fevereiro de 2024

A sequidão na estação

Ainda que com o coração vazio

Vida em flagelo

Pensamentos absortos

Barco à deriva…

No mar revolto do tempo

Busco-te todos os dias

Faço preces

Irrigo em mim o amor

Por vezes escondido

Quase imperceptível

Mas é amor

Outras vezes tão apresentado

Indiscreto, pois é decreto

Algo que me foi ordenado

Pra ser seguido, requerido e atestado

Pois no ser que se espinha

O que se espera é que sarem feridas

E que logo apontemos noutros caminhos

Pois de um coração aparente

Eu sei que maturam sementes

Nilson Ericeira