27 de fevereiro de 2024

Os canalhas também são bons!

Os canalhas geralmente são
pessoas boas de discursos e têm algumas boas ações como forma de escamotearem
suas verdadeiras intenções. Os canalhas estão entre nós, não são de outro
planeta. A diferença é que se alimentam de maldades e geralmente ostentam bens
materiais fruto da morte de muita gente. E quando querem dá lições? Ufa,
ninguém aguenta!

Os canalhas são,
geralmente, bons de discursos, usam de retórica e têm persuasão fina, quase
imperceptível entre o som e o seu real sentido. Usam de laços para fisgar
pessoas indefesas. Há canalhas em todas as áreas. Estão soltos e livres para a
ação – esta não é uma prática apenas da seara da informação. Os politiqueiros
que o digam. Mas em algumas áreas da vida humana é que julgo com maior
nocividade. No jornalismo, na comunicação, quando alugam suas penas ou dígitos
para se locupletarem diretamente ou indiretamente do que é público, mesmo que
para este tipo de serviço lhes custem algumas moedas. A cifra do canalha é o
despudor. Sem pudor a sua trajetória não tem limites. Resultado: uma sociedade
cada vez mais violenta, pois desajustada, uma vez os alguns homens voltam ao ‘canibalism
o’
ou ao estado de exceção.

Alguns jornalistas ou
pseudojornalistas – comunicadores ou falsos comunicadores – usam os espaços
livres para composição de textos e consequente formação de opinião, a serviço
de alguém ou de si próprios, querer passar as suas verdades ou deles como
verdades absolutas e que devem ser seguida. Isto tem se tornando comum nos
tempos de panfletagem política. O espaço então sugere, use-me e abuse-me,
suje-me.

Muito longe de considerar
quem use apenas um lado da informação para chamar essa prática de jornalismo. Porém,
há os que, mesmo com suas preferências, o que é muito natural e aceitável,
depõem sobre os lados. Estes não cabem neste texto, pois praticam os
ensinamentos da ética e da correção, buscando a verdade e se permitindo escutar
as fontes. Exemplo de boa comunicação.

Então me digam que este
texto não é evidente. Mesmo que discordem da forma gráfica ou sintática,
estilística ou afim, não podem desdizer, pois consultem então a primeira página
de informação política que está à sua frente, nas janelas do mundo.  No Maranhão, quase tudo é possível. Isto
também acontece e faz tempo.