22 de fevereiro de 2024

Arari e a saudade de todos os dias

O que a saudade me faz!

Me leva a ti em pensamentos

Me dá cenários e frustrações

Me faz pisar, andar, tocar…

Mas irreal!

É apenas pensamentos e devaneios

Letras que se movem

Neurônio em estresse

Desarrumação!

Desejos de um coração

Fome do ser, do corpo e da alma

De que alguém que sofre ausência
doída,

Em dias sofridos e de solidão

Exílio de uma marcação ou deformação

Mas ainda bem, tenho letras e
composição!

Ainda assim, te dou meu ser todos os
dias até a redenção

Sabes que moras no meu coração

És a minha menina dos meus olhos,

Caldo, prato cheio de minha
alimentação

Oh minha cidade querida:

Arari do meu Maranhão!

Estás ao mesmo tempo tão longe e tão
perto de minha imaginação

Mas sei é amor e retroalimentação

Ainda bem que tenho um dom,

o de fazer letras se moverem até se
juntarem

E fazer poemas…

Com e sem combinação

Mesmo sendo poeta tosco,

quando nem imagino, lá vem outra
inspiração

Uma das melhores coisas desta vida é
ter que ara ali

Na fonte de minha inspiração

Pois tudo o que sinto são sementes e
frutos do meu coração

Nilson Ericeira