25 de fevereiro de 2024

Caras e mutações políticas ou um diálogo comigo mesmo

Começarei
então este tecido com um nariz de cera, eram uma vez uns políticos…

É
que há pouco mais de uma década, escrevi e publiquei um artigo cujo título era:
Líderes e falsos líderes. Lembro-me que houve ebulições. Alguns chegaram até me
indagar se estava falando com ‘eles’.

Uma
carapuça sub-reptícia, talvez!

Lembro-me
também, que eu estava na manhã da publicação do artigo num importante matutino
do Maranhão e, ainda dentro do ônibus da Cidade Olímpica, recebi ligações de
alguns que elogiavam e outros que criticavam os meus parcos escritos. É que era
período de eleição!

Longe
de mim falar com alguém sem ter absoluta certeza do que externo ou mesmo radicalizar
uma opinião fruto de minhas observações. Para minha surpresa, alguns desses
‘líderes’, enveredaram na política partidária e estão se dando muito bem. É que
a sociedade faz a sua própria cara, embora, logo após, comece a resmungar como
se não tivesse ratificado àquele estado de coisas.

O
que pensar, desde pequeninos terem as suas caras estampadas nos jornais!

Como
eu diria: passaram a ser ‘pessoas importantes’! É que o caos não é ruim para
todo mundo, mas para a maioria.


‘políticos’, com sucessivos mandatos, mas que não contribuem em nada para
melhorar a sociedade. Alguns que eu conheço, até se interessam pelo
conhecimento, sabem dos principais problemas, mas é melhor tocar o mandato da
forma que não lhes incomodem. Olha tem gente que envelheceu no comodismo dos
cargos que o povo lhe dera de presente.

Conhecedores
de métodos e táticas, que venham as eleições.

E
há aqueles que os acompanham e que são contemplados no status empregatício ou
cabide de empregos, sempre a arrepio das leis e Carta Política, mesmo que vivam
a lardear a ela cumprirem.

“Eu
prefiro ser uma metamorfose ambulante”.

E
se por acaso, existir algum projeto, proposição, ação de sua autoria, então
foge à regra, pois dos que me refiram, pelo menos, desde a década de 70, com
mandatos ou cargos no governo municipal, estadual e federal, nada fazem ou
fizeram. Mas preciso dizer que sabem como ninguém. As táticas de que precisam
para suas reedições.

E
que estruturam dispõem para apadrinhamentos. Veja que do que condenavam,
alagam-se quando chegam ao poder! E onde está a estrutura dos cargos? Violência
não é somente a violência estrita, mas a simbólica e materialmente comprovada.

Digam-me,
então, que não estou falando de ninguém e que há um equívoco nesta escrita!

Agora,
da mesma maneira que antes, os líderes e falsos líderes sobrevivem ao sistema
em mutações que lhes permitem cores e opções diferentes.