22 de fevereiro de 2024

Quando perdemos o que já havíamos conquistado, o que fazer?

 Muitos
de nós não valorizamos o que já temos certeza que temos. Contexto em que abarca
o amor que sentimos ou que alguém sente por nós.

O
que não se eterniza é porque não se enraizou na sublime forma de amar: amor que
por si só se pretende recíproco.

Com
os dias, valorizamos muito mais as pessoas da rua (aquelas que não nos conhecem),
não que elas não mereçam atenção, mas passamos a ser sobra ou objetos de
amuletos, necessários apenas quando sentem necessidade de usar.

Não
me digam que por vezes não temos esta sensação, a de que não servimos o tanto
que as pessoas, sujeito de outras relações, servem a pessoas que tem ou pensam
deter o nosso amor. Talvez isto aconteça porque não aprendemos ainda a
valorizar e amar quem de fato nos ama, ou mesmo por insensibilidade ou falta de
um melhor olhar sobre nós mesmos. Conhecemos casos em que as pessoas se
envolvem pelo ‘aparentemente belo e prazeroso’ e logo caem na desilusão, mesmo
por que apressadamente, caem por descuido nas armadilhas do mal.

Não
somos perfeitos e a perfeição não está em nós, mas sabemos os nossos limites e
do que somos capazes nas nossas relações, porém, por vezes nos sentimos
menosprezados dentro do nosso próprio ambiente, tornando-nos sombras. Percebam
que as mesmas coisas ou ações feitas por uma pessoa qualquer ganha mais tom de
graça que a nossa, abnegação, gentileza e dedicação! Isto acontece não é porque
tenhamos enfeado ou enrugado a nossa face, limitado o nosso físico, mas porque
o que está mais distante se torna mais excitante. É uma pena, mas é verdade.

Quem
de fato sente a nossa dor dificilmente nos encontra só ocasionalmente, mas
vive, sofre e compartilha o que sentimos.

Observar
o comportamento das pessoas não é sempre prazeroso, principalmente quando nos
dispomos a constatações de que não gostaríamos e até torcêssemos para que não
fossem exatamente como são.  

Escrever
sobre o meu cotidiano e o de pessoas é um dos motes que encontro para encontrar
elos nos caminhos dispersos da vida, contudo, sei que, nem sempre estou certo. Porém,
quando alguém se põe a duvidar do que escrevo, ganhamos todos que apreciam o
contraditório e escrita democrática de nossos dias.