27 de fevereiro de 2024

No sepulcro da alie-nação

Pus
os pés…

Deis
passos…

Passei
em caminhos…

Dei
gritos!

Silenciei!

Culpei,
sentenciei, encarcerei.

Mas
nada me pôs em liberdade

Antes
já era tarde

Agora
a voz já não sai mais

Enquanto
morrem aos montes

A
indiferença é a tônica

Homens
frios, abjetos

Agora
não vejo homens

Vejo
répteis

Que
rastejam…

Humilham

E
morrem sem nenhum apelo

Ainda
assim são patriotas

E
de inação morrem

Agora
eu tiro os pés

Me
ponho em covas

Antes,
no sepulcro da alienação

O
que esperar, sem sorte, sem norte

Não
sei

 Nilson
Ericeira