22 de fevereiro de 2024

Ser um ser melhor, eis o desafio de todos os dias

Mais
que antes, vivemos numa fase de extrema insubordinação. Penso que o diálogo tem
dado lugar ao atrito, o amor ao ódio, o idealismo a chavões, a crença ao
ilusionismo, o saber a insipiência e, assim, seguimos…

Tomara
que erremos esses passos e sigamos noutra direção…

Não
obstante a nossas simpatias e antipatias, acredito que podemos ser melhores
todos os dias, e tudo que percebermos de bom ou de ruim pode servir de base
para que incorporemos bons valores em nós. É que sempre viveremos num mundo
estruturado em polos e nos cabe dissecar o que presta do que não presta. E olha
que o que não serve para uso na relação social, por vezes, vem com aparência de
bom, pois sempre fruto de ideologias. Pois há os que acreditam que quanto pior
melhor para eles. E isto é só observar em nossa volta. A nossa sociedade não é majoritariamente
excludente por passe de mágica ou por geração espontânea, mas pelas mãos e
mentes ‘humanas’.  

É
bem claro para todos nós, que somos muito convenientes e vivemos de momentos.
Fato que quando está bom para alguns, parece que todos os outros estão bem. A
exceção deveria ser quebrada principalmente quando tratamos de coisa pública,
mas infelizmente é aí que o semeio da desigualdade se pode dá como exemplo do
que não serve. Por vezes ficamos tristes e decepcionados conosco mesmos quando
de tanto tentar algo e não conseguirmos pensamos que somos menores (inferiores),
menos inteligentes ou mesmo desprovidos de sorte! Mas não é nada disso, é que
outros foram na frente e afundaram ainda mais o fosso da desigualdade.

Quem
nunca se sentiu menor em alguma ocasião?  Quem não foi colocado de lado? Isto pesa!

Então
me vem a seguinte máxima: ser bom não basta, é preciso entender o contexto de como
a sociedade se forma. E uma das formas de chegarmos a algum lugar desejado é
lutando sem que tenhamos a impressão de que somos menores ou piores que os
outros, mas procurando entender como os abismos da desigualdade são construídos.
Aqui entra, em primeira mão, como os discursos são construídos, mas sobre este
assunto trataremos noutro momento.