22 de fevereiro de 2024

Quando a paixão nos cega, a razão nos ilumina…

 Que a paixão não nos
cegue, que o egoísmo não nos mate e que sejamos sempre capazes de nos afastar
do problema para, assim, analisarmos com imparcialidade. Se é que isto é
possível.

É evidente que respeito
quem veja diferente, pense e entenda diferente, mas compartilho constatações
para mim muito claras:

De acordo com o que foi
apurado e noticiado até aqui, a mim não me restam dúvidas que caso o governo
federal tivesse comprado a vacina com bastante antecedência, muitas vidas teriam
sido poupadas, salvas por assim dizer;

Que, pelo que parece, a
intenção ou propósito principal dos ‘negociadores’ da vacina nada tinha a ver com
o interesse público;

Que as desculpas usadas
não colam até aos mais fanáticos torcedores deste ou daquele lado;

E, que, em sendo apuradas
as responsabilidades, quem agiu dolosamente deverá sofrer o julgo das leis
brasileiras, seja quem for e a interesse de quem for;

Por fim, não se trata de
paixão de qualquer natureza, mas de vidas humanas banalizadas e coisificadas, em
objetos de negociações espúrias, cujas dores e marcas dos entes queridos se transformaram
em saudade e lágrimas.

Agora já se percebe com
muita clareza que o quadro poderia ser menos desolador.