Arari, o meu cio de amar

Arari, o meu cio de amar

Eu queira agora apenas uma canoinha

Para sair rio afora e fazer poesias…

Encantado pela natureza e embebedado pelas tuas águas

Escutar bem de longe o sino tocar

É a matriz nos avisando da contrição para amar

Ah eu queria subir rio adentro e esbarrar no Igarapé do Nema

E se voltar em ti para dentro do Igarapé do Arari

Pegar traíras gordas nas tuas tranqueiras

Sacudir tarrafa de fio e na tua beira descansar

Parar um pouco para ouvir o cantos dos pássaros

Dar passos e encostar os ouvidos no teu coração

E olhar pra teu leito e ver mururus e aningas passarem

E em homenagem a ti te fazer em mim poesias

E me alegrar com a minha alegria de ser um dos filhos teus

E nunca esperar de quem não te ama e,

 que ainda assim, usa o teu nome para se dá bem

Eu queria louvar Zuleide, Justina, Caiçara e Bebem

E todos que escreveram tão bem a tua história

Pois sempre foste a nossa primeira escola

Mas se tudo isto não convém, louvo teu nome além do além

Pois és o céu e sol da minha vida, meu amor, minha guarida

Minha melhor unção, de onde tiro a minha inspiração

Mas se ninguém sabe ainda qual a fonte,

eu expresso que esse amor vem do meu coração

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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