Arari, o meu cio de amar

Eu queira agora apenas uma canoinha
Para sair rio afora e fazer poesias…
Encantado pela natureza e embebedado pelas tuas águas
Escutar bem de longe o sino tocar
É a matriz nos avisando da contrição para amar
Ah eu queria subir rio adentro e esbarrar no Igarapé do Nema
E se voltar em ti para dentro do Igarapé do Arari
Pegar traíras gordas nas tuas tranqueiras
Sacudir tarrafa de fio e na tua beira descansar
Parar um pouco para ouvir o cantos dos pássaros
Dar passos e encostar os ouvidos no teu coração
E olhar pra teu leito e ver mururus e aningas passarem
E em homenagem a ti te fazer em mim poesias
E me alegrar com a minha alegria de ser um dos filhos teus
E nunca esperar de quem não te ama e,
que ainda assim, usa o teu nome para se dá bem
Eu queria louvar Zuleide, Justina, Caiçara e Bebem
E todos que escreveram tão bem a tua história
Pois sempre foste a nossa primeira escola
Mas se tudo isto não convém, louvo teu nome além do além
Pois és o céu e sol da minha vida, meu amor, minha guarida
Minha melhor unção, de onde tiro a minha inspiração
Mas se ninguém sabe ainda qual a fonte,
eu expresso que esse amor vem do meu coração
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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