A cotovia do interior II

O choro oprimido no soluço retido
A voz inibida enquanto no peito grita
Todas as tardes vem entregar o sol
E recepcionar a noite com seu canto
Enchendo o tempo de melodias e saudade
Pois no coração sente amor sublime
Ao ponto de referenciar a vida e soltar-se no ar
Oh minha cotovia, onde andas, em que ares de pões
Pois no peito tuas cifras de amor ressoam em mim
Enchendo meu olhos de saudade
É que dentro de mim teu amor,
oceano
Eu sei que nem te importa com o tempo enquanto cantas
Pois no outro dia, outra vez a saudade de quem ama
Portanto, sentes um amor que não passa
Pois de um coração que sente um amor tão intenso
Capaz de diluir-se com o tempo em qualquer estação
Agora, vejo que te preparas para outra vez voar…
Mas vai buscar mais uma vez o encanto desse amor que sentes
Noutro dia eu sei que pousará e em sinfonias despertarás
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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