POESIA DE TODOS OS DIAS: ‘Flor fungível’

POESIA DE TODOS OS DIAS: ‘Flor fungível’

Eu vi constelações de flores

Elas se deslocaram para o céu

Cederam a relva do tempo

Ao sereno de começo da noite

E ao vento frio sobre suas pétalas

E, em esnobes silhuetas

Despediram-se

Foram brilhar no céu

Lá do alto e infinito

E levaram consigo o amor mais bonito

Fazem agora constelações

Eu, aqui, terráqueo,

imploro pelo amor dela, noite e dia

Feito um vaga-lume da noite que se fora…

Desapareceu enquanto o meu olhar dera…

E, assim, vago à procura

Como pássaro sem rumo

E, como alento, olho para o céu iluminado

A vejo no meio de pontos de luz

E, quando fogem aos olhos

Deixo-lhe no meu coração

Ah, minha flor da vida!

És a dona das estações do meu coração

Eu sei que tais analogias são disfarces

Pois no fundo, não és nem flor

Nem estrela

Mas carregas o meu amor

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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