Nilson Ericeira em A POESIA DE TODOS OS DIAS:

‘Coisas do coração’
O que se tenta dissimular
Mas o coração concebe
O anúncio é prenúncio do amor sentido
Por vezes omitido, mas consentido
É a voz de si mesmo que grita no peito
Feito o passarinho da estação
Procurando cria, esnobando asas,
vislumbrando voos…
Voos…
Ainda que ferido no peito,
sinfonias de amor
O coração é a alma de quem ama
Sujeita-se, declara-se, omite, aceita…
Demonstra-se no abraço, no alcance dos braços,
no afagar das mãos
Em devaneios e solidão
Ainda que ame eternamente,
só, somente ama
Mas é sempre centelha de esperança
Voz que clama, mãos que acenam, que buscam
Pés de quem vai ao encontro
Feito andarilho do tempo,
busca-te
Nilson Ericeira
(Robrielle



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