A MINHA POESIA DE TODOS OS DIAS: ‘E na manhã do oitavo dia’

E na manhã do oitavo dia
O Capeta fez a ordem
Usou ‘Cristo’ como amuleto
Desdenhou dos justos
Usou os fracos e sem noção
É, o capeta fez a festa!
E vai rolar a festa!!!
Ungiu-se com o deboche dos hipócritas
Consagrou-se na falsidade dos ímpios
Usou e desdenhou da Palavra Santa
Usou o Pai como escudo
Alimentou o ódio e a discórdia entre as pessoas
Subiu no alto do monte e avistou as bestas-feras
Imundas, maltrapilhas e alienadas
Crentes em crentes inúteis
Já era tarde desse dia e, então,
resolveu arder no fogo do pecado
Colocou seus preferidos num caldeirão quente
Privilégio de poucos!
Vendo o Capiroto que o que fazia era bom
Acendeu ainda mais a fogueira da discórdia
Desuniu os irmãos
Prometendo mais desgraça na vida dos justos
Arremedou os doentes sem ar e esperança
Fez pouco caso de quem morria
Ainda assim, consagram o próprio mito de Diabo
Um dos seus
Com mil desculpas a Satanás
Mas já era noite, Ele fez cair a treva
E vendo que eram bom manter as pessoas cegas,
idiotizadas e reféns
Finalmente fez a eleição
Deu-lhes cicuta como recompensa
Juntaram-se para comemorar o caos
O caos está feito
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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