Arari em outras mãos

Arari em outras mãos

Mãos, pés e consciências livres formam-se asas para fugir do açoite dos hipócritas.

É preciso ter o mínimo de pudor, atributo que não podemos cobrar de que não o tem.

Frases de efeito caminham ao tempo para nos projetarmos ao tempo presente, pois quem teve a oportunidade de fazer e não fez, deveria pelo menos descer ao seu próprio abismo e acomodar-se para sempre.

Mas, por falar abismo, o povo ou apenas uma parcela de beneméritos, coisificam ou banalizam a inação de um tempo não muito distante.

Arari não mais poderia cair em ruínas ou contos dos ‘vigários’, por mais bem enlatada que esteja a linguiça.

E tomem groselha…

Aposto que não faltarão adeptos do tempo que passou, assim como não são poucos os que fazem tremular as bandeiras de agora.

O certo que ninguém é tão bom assim ao ponto gastar com o seu próprio dinheiro para fazer a alegria dos súditos!

O certo é que acumulação de riqueza, advinda da desgraça do próprio povo que diz amar, é a causa e o efeito da suposta bondade.

Ruim mesmo é assistir a tudo isso e perceber a conivência de uns poucos que carregam em si a esperança de um dia voltarem. A esperança de voltar ao poder faz da certeza da inércia um imã captador de virtudes!

Para isso, não faltam qualidades inventadas ao sabor da conveniência.

O que um cidadão pode sentir além de repulsa e tristeza? Indignação certamente. Pois o arariense de bem vive os três tempos da história e sabe separar o joio do trigo. Isto se houver um e outro.

Vê-se o encontro do ócio com ausência de vergonha no arraial da hipocrisia. E olha que as festas juninas ainda não começaram.

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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