Pai,

Você segurou minha mão,

Consagrou meu chorar

E meu sorrir.

Quando algo me incomodava,

Guardava-me no seu peito.

Sentiu a minha fome e dores

Agruras que a vida me fez,

Cicatrizes que são marcas em nós…

Você me projetou para o mundo

Eu cair nele

Muitas vezes sofri

Chorei sem que ninguém escutasse

Indignava-me pela sua aparente ausência,

Andarilho, em sonhos,

não entendia.

Queria escutar a sua voz outra vez

Que fossem imperativos,

Voltar a escutar teu coração

Como alento para a minha incipiência.

Pai,

Lembra do meu balbuciar?

Engatinhar,

Rolar,

Dar passos,

Falar: Paaa paii!!!

Depois de cair muitas vezes

Sempre procurando a tua mão na minha.

Você se encantava

Se encenava

Me ensinava

Me amava

Me cuidava,

Que coisas mais linda!

Anda!?

Vem correndo pro meus braços!

Encorajou-me a outros passos

Outros encontros e desencontros,

Escutou meu coração

Decifrou a minha voz

Limpou-me de impurezas e excreções.

Você sacudiu-me,

Despertou-me para a vida.

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

Publicar comentário