Arari em outras mãos

Mãos, pés e consciências livres formam-se asas para fugir do açoite dos hipócritas.
É preciso ter o mínimo de pudor, atributo que não podemos cobrar de que não o tem.
Frases de efeito caminham ao tempo para nos projetarmos ao tempo presente, pois quem teve a oportunidade de fazer e não fez, deveria pelo menos descer ao seu próprio abismo e acomodar-se para sempre.
Mas, por falar abismo, o povo ou apenas uma parcela de beneméritos, coisificam ou banalizam a inação de um tempo não muito distante.
Arari não mais poderia cair em ruínas ou contos dos ‘vigários’, por mais bem enlatada que esteja a linguiça.
E tomem groselha…
Aposto que não faltarão adeptos do tempo que passou, assim como não são poucos os que fazem tremular as bandeiras de agora.
O certo que ninguém é tão bom assim ao ponto gastar com o seu próprio dinheiro para fazer a alegria dos súditos!
O certo é que acumulação de riqueza, advinda da desgraça do próprio povo que diz amar, é a causa e o efeito da suposta bondade.
Ruim mesmo é assistir a tudo isso e perceber a conivência de uns poucos que carregam em si a esperança de um dia voltarem. A esperança de voltar ao poder faz da certeza da inércia um imã captador de virtudes!
Para isso, não faltam qualidades inventadas ao sabor da conveniência.
O que um cidadão pode sentir além de repulsa e tristeza? Indignação certamente. Pois o arariense de bem vive os três tempos da história e sabe separar o joio do trigo. Isto se houver um e outro.
Vê-se o encontro do ócio com ausência de vergonha no arraial da hipocrisia. E olha que as festas juninas ainda não começaram.



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