Face IV

Oh oculta face minha

Oculte-me

Me oculta

Eu te peço, não me exponha

Vigie-me, contenha-me

Mas solte-me

Ainda que em subjetivismos

Devaneios, insônias, perdizes…

Passaradas…

Mantém-me fingido

Eu te peço que deveras oculte

Sentimento sentido,doído

Pois antes, é uma dor do-í-da

Assim, tão displicente sigo

Fingindo o que deveras sinto

De asas podadas
Peito ferido

Velejando em prumas

Mas se é amor, penso que,

antes uma ferida

Que deveras sangra

Eu sinto

Ainda assim, preserve-me

Pois quem ama clama

Suplica feito passarinho

Passante que, antes, amante

Agora, distante

Mas outra estação o chama

Feito chama acessa que

Em labaredas

Me queima

Ou melhor, queima-me

Arde feito fogo

Suplica e chama quem ama

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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