Face IV

Oh oculta face minha
Oculte-me
Me oculta
Eu te peço, não me exponha
Vigie-me, contenha-me
Mas solte-me
Ainda que em subjetivismos
Devaneios, insônias, perdizes…
Passaradas…
Mantém-me fingido
Eu te peço que deveras oculte
Sentimento sentido,doído
Pois antes, é uma dor do-í-da
Assim, tão displicente sigo
Fingindo o que deveras sinto
De asas podadas
Peito ferido
Velejando em prumas
Mas se é amor, penso que,
antes uma ferida
Que deveras sangra
Eu sinto
Ainda assim, preserve-me
Pois quem ama clama
Suplica feito passarinho
Passante que, antes, amante
Agora, distante
Mas outra estação o chama
Feito chama acessa que
Em labaredas
Me queima
Ou melhor, queima-me
Arde feito fogo
Suplica e chama quem ama
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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