Espelho contemplativo

Espelho contemplativo

Quando o belo é feio, tornamo-nos feios

Admiramo-nos na imagem desejada

O centro de nossas decisões é o nosso umbigo

Portanto, ególatras!

O que impressiona mais que o caráter?

A riqueza, o luxo a soberba?

Há quem não veja a verdadeira imagem das pessoas

Nem mesmo a sua própria face

Prefira ilusionismo à verdade real

A estética e a aparência têm fundo raso

Logo se descobrem e mostram-se inúteis

Porém, viemos numa sociedade seletiva e de inversão de valores

O belo contemplativos é feio

O feio é o belo em essências humanas

Pois num espelho de imagem reversa

Não nos devemos admirar da matéria alheia

Nem atribuir valores humanos pela posse

Alguém que te ama não se compõe com o teu patrimônio

Pois se assim fosse, não resistirá à primeira crise

O que mais devemos admirar nas pessoas nem sempre está explícito

Com o tempo, descobrimos os seus valores

Medir pela aparência não é apenas um estereótipo,

mas um equívoco para a vida inteira

Todas as pessoas nos oferecem o que são

E o que são realmente não fazem parte do seu patrimônio material

Ser bem sucedido não é ter posses, mas é amar as pessoas como elas são

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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