
Poderia chamar-lhe de o capital, ou ‘bufunfa’, ou, ainda, ‘cascalho’, da forma das conversas dos vizinhos na minha Franca querida. Mas prefiro chamar-lhe de bem fungível, que escapa as mãos em troca de bens materiais. E, nos tempos de extremo interesse em que as pessoas não se importam nem com as suas faces, um atrativo para supostos ‘amigos’.
O dinheiro e o poder, não importando a ordem, são chamariz de ideólogos do capital.
Ter dinheiro para satisfazer as necessidades essências da vida em sociedade é fundamental para que tenhamos cidadania. O que importa, e até importa, não ´ganhar mais ou ganhar menos, mas a forma como se obtém os bens que possuímos. Isto num espectro de quem tem zelo pela sua própria dignidade, porém, sabe-se que tem muita gente que nem liga para isto. Quanto mais tem, mais quer ter, não importa o modus operandi.
Fazer de seus bens um ‘deus’ é molestar ou usar o Deus verdadeiro. Há quem se admire e até vanglorie-se. Esquecendo-se que a equidade da justiça divina não existe, pois nula em si mesma, quando se usa de meios sagrados para obter patrimônio.
Neste aspecto, é fundamental saber de onde vem o poder e o dinheiro em paralelo, pois implica na vida Política da pólis, seja em tempo de eleições ou fora dele, pois é preciso manter os grupos unidos e coesos na ideologia do poder, do ter, do possuir, do dominar. Para tanto, não são poucos os que se subjugam, ainda que tenha algum conhecimento e que teoricamente tenham aprendido tudo ao contrário de suas práticas. Servem-se de serviçais, dão risos e fazem galhofas da desgraça alheia. O que importa é satisfazer os patrocinadores de suas invencionices!
Mas para entender a lógica de encontrar qualidades em quem sabe não tê-las não é para qualquer um, pois é preciso ter habilidade e manejo com a dose da bajulação, pois de quando em vez o tiro saia pela culatra, reproduzindo a real impressão do que a sociedade realmente percebe, sente, suporta e só não enxerga quem sai para o exercício lucrativo da bajulação.
Para concluir, enxerga-se em quem rasteja dessa ardil, répteis a procura de alimentos no deserto da hipocrisia, ainda que de todo o conteúdo produzido, possa ser tirada algumas lições, uma delas é de como não devemos agir.
Haverá o tempo em que a pessoa se envergonhará de si mesma. E se não surgir num outro deserto!
E, quanto a bufunfa? Ah, esta é fundamental para o equilíbrio social, porém não compra nem aliena a dignidade, a não ser que a pessoa já não se importe com sua nudez moral.
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