22 de fevereiro de 2024

O pecado do poeta

Mas
qual será o meu pecado?

Amar
é pecado?

Perdoe-me
Senhor!

Por
ser tão arredio a certas coisas

Por
descrer na própria crença

Por
não ter religião

E
por acreditar na ciência

Por
entender que a educação é efeito e causa dela

Senhor,
não me deixe vagando

Não
sou assim por mal

Pelo
contrario, o teu amor me fascina

Mas
eu não acredito em facínoras

Mesmo
e principalmente quando falam em teu nome

Não
é justo Senhor, te colocarem em prateleiras

Como
se fosses um produto para consumo

Mas
me perdoe por me enojar dessa hipocrisia

Pois
eu sei que a tua cruz esta a cada dia mais pesada

E
cravam nas tuas mãos a maldade do mundo

E
eu imagino o tato que tudo isso te contraria!

Eu
acho certo que tem religião

Quem
reza ou faz orações

Mas,
mais que isto,

É
preciso contrição

E
que não são poucos os que encontraram em ti um meio de vida

De
fazer ‘Politica’

Então
eu tenho pensado que sou um pária

Mas
nunca deixarei de acreditar no teu Amor

Eu
tenho assistido a verdadeiros espetáculos como se fosse por tua ordem

Senhor,
tu não és vingativo

Não
escolhe pessoas ou religiões

Mas
aqui, os ‘representantes’ fazem acepções

Então,
eu te peço que não me esvazie

E
me estenda sempre as tuas mãos

 Nilson
Ericeira