25 de fevereiro de 2024

Eu dei um tempo

Eu
dei um tempo

Mas
não desisti de ti

Nem
mesmo quando andei calado, sofrendo, chorando

Não,
eu não desistir de te amar

Embora
tempestades tenha enfrentado

Andei
em alto mares

Viajei
pelos ares

E
toquei no céu com as mãos

É
que eu me dei um tempo para pensar

Enquanto
continuava a te trazer em mim

Tive
um conversa comigo mesmo

Cheguei
a só uma conclusão:

Nunca
te tirei do meu coração

Agir
comigo mesmo e mais parecia não me importar

Mas
ainda assim, importei-me, transportei-me, vislumbrei

Ainda
bem que sentimento ninguém ver

A
gente ‘só’ sente

Por
isso, desfaço, refaço-me, travisto-me

Ainda
bem

Pois
o teu amor é condimento para os meus dias

Alimento
para a minha alma

E
abastece o meu coração

É
que eu apenas dei um tempo

Um
tempo para ‘rearrumar’ sentimentos

Revirar
meus baús

Repaginar
meus sonhos

E
não me abster do que sinto

Pois
o que sinto é amor

E
o amor não se esconde,

camufla

Agora,
permito-me te amar todos os dias abertamente

À
luz do sol, com o frio do tempo

Com
a temperatura dos braços, entre laços, abraços

E
sigo temperando a minha vida com a tua sublimação

Pois
sei que o teu amor existe no meu coração

 Nilson
Ericeira