20 de fevereiro de 2024

Arari e o arado iluminado

Ara
meu chão

Ara
esse chão

Aremos
nós

Nossos
filhos, pais e avós…

Pois
já amolei facão

Pequei
remo e lancei canôa

No
meio, na pôpa ou na prôa

Vou
esticar rede e acender lamparina

Vou
me deleitar com o que há de mais belo

E
vou contar os segundos para em ti aportar

Pois
és a cidade que Deus me deu para amar

Ara
então, Deus aqui este sentimento do meu coração

Arari
é meu amor e minha paixão

Sempre
em tuas águas velejo

E
me vejo, passando ruas

Ou
melhor, remo, puxo água e meto remo

E
no teu céu me ilumino

No
teu chão ando, viajo, passo feito passarinho

No
teu ar, no teu céu, lá do infinito

Eu
nunca sentir e vi amor mais bonito

Pois
no teu ar, os meu ares

Ares
de um amor eterno

De
que nunca me despedirei

Por
sei que em ti, habito

Então,
pode regar, nadar, se lambuzar…

Pois
é amor de fruta virgem, semente que brota

Àguas
que jorram

Podem
aplaudir, pois outro rebento acaba de nascer

É
arariense de um amor único

Conterrâneos
meus que por onde eu for

Ei
de sempre reconhecer

Ara
então sempre aqui dentro do meu coração

    Nilson
Ericeira