22 de fevereiro de 2024

A flor falante

Alegrei-me
intensamente

Efusivamente
te convidei para a festa

Fantasiei-me
do amor mais terno

E
aludir o amor maior

Evoquei,
avoquei, soarei em versos

Tão
duradouros

Feito
um beija-flor espeto

Provei
do néctar de amar

E
disputei da essência dela

Da
forma de um vaga-lume,

risquei
o céu

Me
vi no mais alto de mim

E
fui…

Sempre
na esperança de colher à flor mais bela

Que
se fez vida em mim

Por
isso mesmo, existencial e eterna

Uma
flor sem igual entre tantas da existência

E
hoje mesmo me deixou mensagens

Igual
a uma rosa esplêndida deu voz ao meu coração

E
ressoou, ficou, fincou, estar

E,
então, pelo tantum da espera

Até
que saudade varreu

Pois
o amor não cessa

    Nilson
Ericeira