22 de fevereiro de 2024

Sequidão…

Por
vezes chorar não resolve

Acumular
reservas também não

Assim,
vamos ficando secos e frios

Como
se nada resolvesse, o tempo é só ruídos

Nem
mesmo o consolo dos amigos importa


momentos assim, de acúmulos

Precisamos
ser rios e deixar fluir nossos sentimentos…

Iguais
águas que descem o rio

Perpassa
assim sentimentos doloridos

De
um amor excluído, antes preferido

Sigo
em sequidão…

Dando
passos sem pecadas

Pois
minha voz e letras esvaem-se no tempo

Acho
que sou um poeta em construção

Moribundo
em mim mesmo

Vivo
a produzir devaneios que se movem

Cujo
tempo bom é pretérito

Ainda
bem que o amor é chama viva

Pois
só assim me alimento

Introspectivamente,
vozes me atormentam

Cenas
alarmantes me têm vindo á tona

Antes
padecer de rabugice a morres incrédulo

Pobre
homem que vive a catar letras

E
nem nexo lhes dá, por vezes tortas, por vezes mortas…

Eu,
um ilúcido a secar meu ser todos os dias

Ainda
bem que sei onde fica a fonte

 Nilson
Ericeira