22 de fevereiro de 2024

Cidade sem alma

Quando uma cidade cede a almas pagãs!

Pobre dela que perde a sua aura

Pobres filhos que dormem

Há cidades sem almas

Assim como há povo sem alma

Desalmados seguem vagos, vazios, incertos…

A alma de uma cidade é o seu povo

Seus poetas, sem vínculos com o poder ou poderes

Pois a alma de uma cidade precisa apenas de asas

E quando os tinteiros secam!

Ah cidade posta, quando coisa ruim acontece

Padece de discursos e oratórias pagãs

Ou melhor, cidade sem alma, sem aura

Quando os seus trabalhadores submissos

Submergimos no achismo

A veste que te vestes, o sono que te guardas

A madrugada que rompe, os sinais de vida

Ah, ela está viva!

Ainda respira, pois seus fios de vida se renovam

Acende assim a centelha de luz em nós

É que toda cidade precisa ter alma

Ter povo, manter relações e asas…

Quem sabe assim, quando faltar,

a minha alma eu possa a ela emprestar

 Nilson Ericeira