24 de fevereiro de 2024

Aprender com os nossos próprios erros nos remetem a acertos

Aprendiz
que sou, aproveito-me da minha insipiência e enorme dificuldade de apreensão
para travar diálogos midiáticos. É notório que não sou um incipiente nas
letras, pois há muito, cato-lhes.

Penso
que o conhecimento que chega a cabeça e não desce ao coração e a vida não serve
comunitariamente. Penso ainda que é o que tem acontecido com muita gente
estudiosa e diferenciada, não tem se permitido o alcance do coração com o conhecimento
que tem.

Imagino
que quem já sabe tudo se esgota em si mesmo e entra em processo de
desaprendizagem, solta-se, por assim me expressar, no mundo da arrogância, ou
melhor, da sua própria ignorância. O principal erro do sabe-tudo é
autossuficiência, pois se afoga em si mesmo.

Reflito
ainda, que não é possível errar sempre. É fundamental nos aprofundarmos e nos
aprimorarmos no que fazemos. O sinal da escuta e a observação são fundamentais.
Além disso é preciso debruçar-se sobre a leitura de quem se dedicou ou se
dedica sobre determinados assuntos, mas é preciso sempre ir desconfiando de
tudo e indagando para nós mesmos sobre os porquês. É que a vida é cheia de
porquês!

Mas
é necessário também ter bastante atenção para não nos envaidecermos como o
fragmento de conhecimento, dentro de uma realidade desigual e excludente.
Presume-se que quem ler menos sabe menos! Quem se propõe a tais desafios é bom
que tenha sempre em mãos bons livros. O livro não é e nunca será apenas um
acessório, embora a época midiática no passe esta impressão.

É
que consumir livros faz bem para a nossa alma. Já pensou termos a pretensão de
termos uma alma inteligente! Desculpe-me pela viagem.

Então,
aceitem sempre o meu abraço.