27 de fevereiro de 2024

Um silêncio

 Escute o meu silêncio

Ponha-se defronte do meu coração

Ponha-se a me escutar

Não pela voz das falas triviais

Mas pelo que diz meu coração

Há muito sedento de amor

Um desbrava-dor

Que quer te ouvir para ter vida abundante

E que silencia mesmo quando pede

Por favor, escute-me

Não pelas vias sonoras

Por gestos, caras, bocas e risos…

Mas pelo aflição da ausência

É amor, é querência

Olhe para a menina dos meus olhos

E veja-me no céu do teu amor

Talvez assim escute a minha voz mais terna

Meu amor mais sublime

E, em silêncio, entenda o que te faz tão especial

Talvez assim, na metalinguagem da vida

Decifres o enigma do amor que eu sinto

E lá no fundo de mim: o teu amor

 Nilson Ericeira