22 de fevereiro de 2024

Ecos de amor e vida

Com
o tempo, eu fui percebendo o teu o olhar no meu olhar

A
tua vida foi cabendo na minha e fizemos laços

Criamos
nós e os desatamos, fizemos malhas…

Com
o passar do tempo, eu já refletia o que os teus olhos refletiam,

o
que o teu ser queria, o que meu ser pedia

E,
assim, fizemos o tecido, produzimos malhas, criamos vidas

Aos
poucos fui notando que a tua voz ressoava em mim e me penetrava

É
que o meu ser te cabia

Nós
nos permitíamos…

E,
então, o tempo foi passando e deixando pegadas do teu ser na minha vida

Noutro
tempo, já sentia que a tua forma era a minha forma

E,
assim, teu ser também me cabia

Éramos
pessoas que foram se descobrindo e se amando no tempo da vida

Na
passagem do tempo, vi correspondência do que sentia no que eu sentia

Eram
os nossos corações de aceite

Demos
passos, caminhamos juntos, produzimos os fios da nossa vida

E,
também, demos vozes a nossas vozes, olhares aos nossos olhares e formamos tom
do nosso amor

E
todos os dias no experimentávamos no amor que sentíamos

Produzimos
sonhos, formamos cenas, construímos cenários, mas sempre juntos

E,
assim, o tempo passou, e ficamos com o melhor: a essência do amor em nós

Com
o tempo, eu aprendi a dizer que eu te amo

E
muito mais: que eu sempre vou te amar

Pois
és o anúncio que me permito escutar

Portanto,
é eco, ou melhor, ecos de amor e vida

 Nilson
Ericeira