24 de fevereiro de 2024

Arari e a saudade de todos os dias

O que a saudade me faz!

Me leva a ti em pensamentos

Me dá cenários e frustrações

Me faz pisar, andar, tocar…

Tomar banho, gritar…

Fulando, oh secrano…

Mas irreal!

É apenas pensamentos e devaneios de
um poeta teu

São letras que se movem

Neurônio em estresse, exitações, perturbações,
aflição da alma

Desarrumação!

Que só se estabiliza em solo teu

Desejos de um coração

Fome do ser, do corpo e da alma

E de tudo que em mim há

De um alguém que sofre ausência
doída,

Em dias sofridos e de solidão

Exílio de uma marcação ou deformação

Mas ainda bem, tenho letras e
composição!

Ainda assim, te dou meu ser todos os
dias até a redenção

Sabes que moras no meu coração

És a minha menina dos meus olhos,

Caldo, prato cheio de minha
alimentação

Oh minha cidade querida:

Arari do meu Maranhão!

Estás ao mesmo tempo tão longe e tão
perto de minha imaginação

Mas sei é amor e retroalimentação

Ainda bem que tenho um dom,

o de fazer letras se moverem até se
juntarem

E fazer poemas…

Por fracos e pobres sem a sintaxe do
deus da poesia

Das letras de quem tudo sabe, ao
ponto de já ter nascido sábio

Com e sem combinação

Mesmo sendo um poeta tosco,

quando nem imagino, lá vem outra
inspiração

Mas sei que uma das melhores coisas
desta vida é ter que ara ali

Na fonte de minha inspiração

Pois tudo o que sinto são sementes e
frutos do meu coração

Nilson Ericeira