22 de fevereiro de 2024

Um aprendiz do tempo…

Eu vivo
a fazer versos

Sempre
incompletos, eu sei

Porém os
ponho em tela, ante no meu coração

Visão de
vida

Predestinação,
sina, talvez

Aqui eu
consigo ser o que eu quero

Ponho-me
no céu a brilhar com as trelas

Vou
buscar quem eu quero em lugares, alhures

Sento na
sombra

Ponho o
doce do melhor e mais sublime beijo na minha

Boca

Me faço
abraçar por quem eu mais desejo

E, obscureço-me

No mesmo
tom, clareio meus olhos com o teu amor

Sei que
vivo numa busca impossível

Burilar
letras não deveria ser o meu destino

Mas
ainda assim elas me vêm assim,

Tão vazia
e tão cheias, tão nobre e tão pobres…

O que
sei que sou, eternamente

Um
aprendiz

E quando
choro, pode crer, é de saudade

Lá do
fundo de mim

E com
olhos cheio, disfarço

Aliás,
desfazer e fazer, errar e acertar

Só pode
ser de um aprendiz

Ser tudo
e nada

Ser o ar
e a falta dele

E ser o
abraço mais demorado

O teu!

O que
ficou em mim

Essências
tuas

 Nilson n
Ericeira