27 de fevereiro de 2024

Arari, a minha raiz telúrica

Oh pátria
minha que me apadrinha a minha voz

E faz da
minha própria voz minhas canções

Cobre-te
com um céu de estrelas

Veste-te
com chitas de todas as cores

E sem
temores, teus filhos dedicam amor por ti

Oh Arari
de tantos sabores e amores que a mim adocica

O meu
coração só felicita

Oh pátria
minha verás que alguns de teus filhos te exploram

Mas eu
te imploro, perdoa-lhes, pois nem imaginam do mal que te fazem

Enquanto
estes esnobam, outros definham, imploram e até morrem!

Oh pátria
amada do meu Mearim!

Meara o
meu coração de amor e me faz deleitar no teu leito até espera a maré encher e
vazar

E a não
ser em qualquer preamar, declarei sempre a minha razão de te amar

Para
assim dormir e sonhar e prometo viver em ti para sempre te amar

Na correnteza,
em remansos ou calmarias da mesma forma que as tuas águas correm para o mar

Minha
pátria madrinha, meu peixe no anzol, na tarrafa ou na rede quero em ti o meu
amor represar

Eu te
peço com devoção que reluza em mim me fazendo sentir sempre o teu amor em mim

E, assim,
todos os dias orarei por ti e pelo teu povo e com vestes de amor a te vestir

Arari,
minha raiz telúrica, acho que ninguém pode imaginar o que é ficar longe de ti

Por isso
vou remando, te amando e me alimentando do teu amor que é a razão do meu
existir

 Nilson
Ericeira