27 de fevereiro de 2024

Acordes ou açoites

 Nada nos deterá, arrimos que somos de
uma país pária 

De uma parte de gente esnobe

Doutras tantas desvalidas,

Sem comida, sem chão, sem teto, sem
nada…

De uma que suga a outra,

É uma exploração que dói no
coração 

Antes fôssemos todos iguais

Como induz à Magna Mãe

Mas pobres e ricos iguais só na cova

Nem em sonhos, pois uns e outros
fazem sonhos em cenário diferentes

Pobre povo que lhe roubam até a alma

Uns já desalmados desde a
gênese 

Há um povo pobre que tem carregado
pesado fardo

E ainda leva a culpa por opções

Que não lhe tire a sorte de pensar em
ser livre

Pelo menos que está ilusão lhe sobre

E ainda dizem que a voz do povo é a
voz de Deus!

Quando melhor seria escutar o meu
grito

Se já não escutam, acordem

Acordes…

 Nilson Ericeira