25 de fevereiro de 2024

Rugas deletérias

Olhei-me no espelho da vida
Me olhei e vi rugas
Algumas na face nua
Umas incobertas pela dor
Outras disfarçadas em risos
Assim não me enxerguei em face estética
Mas em nenhuma delas tive vergonha de me mostrar
Igual a todas as pessoas, tenho vida e face transformadas
Tenho sonhos, carrego saudades
Minha face fez escapulir uma lágrima
Noutro momento virei um aceano de mim
Derramei-me completamente
Me derramei em mim…
Repus-me nos caminhos
Me pus nuns caminhos
E Continuei a notar que tenho meu ser cheio de rugas
Algumas eu vejo bem distintamente
Outras me apresento belo e feio: em convenções
Assim eu levo a vida, a contrair rugas
Agruras que o tempo me fez
Nilson Ericeira